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DHPP prende grupo suspeito de envolvimento no desaparecimento de motorista de app

De acordo com o delegado Jorge Terceiro, responsável pelo caso, parte dos suspeitos já possuía ligação com organizações criminosas e tinha algum tipo de relação com a vítima.

Por: Redação RI Fonte: Cidade Verde
08/04/2026 às 08h58
DHPP prende grupo suspeito de envolvimento no desaparecimento de motorista de app
Foto: Arquivo pessoal

Seis pessoas foram presas na manhã desta quarta-feira (8) durante uma operação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que investiga o desaparecimento do motorista de aplicativo Francisco Allan Marques da Silva, de 27 anos, em Teresina.

De acordo com o delegado Jorge Terceiro, responsável pelo caso, parte dos suspeitos já possuía ligação com organizações criminosas e tinha algum tipo de relação com a vítima.

“Esses indivíduos detidos hoje, alguns deles conheciam a vítima, já tinham uma certa relação também com ela, e isso tudo a gente está apurando no procedimento. Alguns deles nós já temos comprovação de que fazem parte de uma facção, sim e os outros estamos levantando ainda”, explicou.

Durante a operação, as equipes também apreenderam armas de fogo, além de três camisas da Polícia Civil e uma da Polícia Militar. O material será analisado para verificar possível uso em crimes recentes.

“No imóvel de um dos indivíduos alvos hoje da nossa operação, além de armas de fogo, também havia camisas de forças de segurança. Esse material também foi apreendido. Nós vamos verificar esse material e ver se há alguma relação com algum delito ocorrido aqui na nossa cidade nos últimos dias”, afirmou o delegado.

As investigações seguem em andamento, com diligências ainda em curso para esclarecer o paradeiro do motorista.

“A investigação ainda tramita. Estamos aguardando também o resultado de algumas diligências que estão em andamento, pendentes ainda, mas acreditamos que, nos próximos dias, teremos o caso elucidado. A nossa unidade, com apoio de outras, até no interior do estado, está trabalhando para tentar localizar a vítima com vida. Eventualmente, não sendo mais essa a situação, dele ter sido morto por algum motivo que nós vamos tentar elucidar aqui, o procedimento é instaurado e nós tentamos localizar o corpo para poder repassar à família, caso tenha sido este o fim. Mas o objetivo da polícia é sempre localizar a pessoa desaparecida ainda com vida”, completou.

Além disso, parte dos suspeitos presos também é investigada por envolvimento em um assalto a uma residência na cidade de Campo Maior, no Norte do Piauí. O crime ocorreu no dia 31 de março, quando três pessoas foram feitas reféns. Na ação, foram levadas joias, dinheiro, celulares, carteiras e outros objetos.

“Alguns deles são vinculados ao PCC e são suspeitos, parte deles, de terem participado, em Campo Maior, de um assalto a joias na residência de uma pessoa daquela cidade”, finalizou o delegado.

O desaparecimento

Natural de Alto Longá, Francisco Allan morava sozinho em Teresina há alguns anos. Segundo familiares, o último contato com o jovem ocorreu na segunda-feira (30), quando ele informou que faria uma corrida com destino à zona Leste da capital.

No entanto, de acordo com a Polícia Civil, não há registro dessa viagem na plataforma de transporte por aplicativo em que o motorista trabalhava.

As investigações também apontam que Francisco Allan já havia sido alvo de apurações anteriores por crimes como roubo, homicídio no trânsito, tentativa de homicídio, ameaça e injúria. A polícia não descarta que esses antecedentes possam ter relação com o desaparecimento.

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