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Empresária investigada por agredir ex-empregada grávida em São Luís-MA é presa em Teresina

O superintendente de Operações Integradas da SSP-PI, delegado Matheus Zanatta, informou que a prisão ocorreu após troca de informações entre as forças de segurança do Maranhão e Piauí.

Por: Redação RI Fonte: Cidade Verde
07/05/2026 às 11h50
Empresária investigada por agredir ex-empregada grávida em São Luís-MA é presa em Teresina
Foto: Ascom SSP-PI

A empresária Carolina Sthela dos Anjos, investigada pela Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) por suspeita de agredir e torturar uma empregada doméstica, identificada como Samara Regina, de 19 anos, grávida de cinco meses, foi presa em um posto de gasolina na manhã desta quinta-feira (07), no bairro São Cristóvão, zona Leste de Teresina. O crime ocorreu no último dia 17 de abril.

A informação foi confirmada pelo governador do Maranhão, Carlos Brandão, e pela advogada de defesa da empresária, Nathaly Moraes, por meio das redes sociais.

“Foi decretado durante a madrugada o mandado de prisão preventiva pela Justiça do Maranhão. Ela foi presa e já está na Central de Flagrantes e Inquéritos, em Teresina”, disse a advogada.

Ainda segundo a advogada, a empresária tem um filho de seis anos e não possuía familiares em São Luís. “Por isso, foi necessário levar a criança para que ela ficasse aos cuidados de pessoas de confiança. Por isso o deslocamento. E ela vai cumprir integralmente os pedidos judiciais”, acrescentou. 

O superintendente de Operações Integradas da SSP-PI, delegado Matheus Zanatta, informou que a prisão ocorreu após troca de informações entre as forças de segurança do Maranhão e Piauí.

“A Polícia Civil do Maranhão, através da SEIC, estava cumprindo mandados judiciais em São Luís, entre eles o mandado de prisão dessa empresária, mas ela não foi localizada. Eles entraram em contato conosco na manhã de hoje, repassaram informações, e nossas equipes realizaram levantamentos que confirmaram que ela estava em Teresina”, afirmou.

Entenda o caso

Segundo a polícia, o caso começou após o desaparecimento de um anel na casa da suposta agressora. Mesmo depois de o objeto ser encontrado, a vítima foi agredida. Ela ficou com marcas em várias partes do corpo.

A suspeita é de que Carolina tenha contado com a ajuda de um amigo, que seria policial.

O delegado titular do 21º Distrito Policial, Walter Vanderlei, informou que quatro policiais foram afastados das funções. Eles teriam levado a vítima até a delegacia após as agressões, mas não deram voz de prisão à suspeita.

Exames realizados confirmaram as agressões em diferentes partes do corpo da jovem. Além disso, gravações de áudio da própria ex-patroa indicam que ela cometeu as agressões.

O caso é investigado pelo 21º Distrito Policial do Araçagi, na Região Metropolitana de São Luís.

Confira a seguir a nota completa enviada pela defesa de Carolina Sthela:

"Diante das publicações e comentários que vêm circulando na imprensa e nas redes sociais a respeito do IPL nº 066/2026 — 21º Distrito Policial do Araçagy/MA, venho me manifestar com serenidade e respeito.

Em primeiro lugar, afirmo que respeito profundamente a atuação das autoridades e que jamais me neguei a colaborar com a apuração dos fatos. Minha defesa já compareceu à delegacia, solicitou acesso aos autos e adotará todas as providências necessárias para que minha versão seja apresentada no momento adequado, de forma responsável e dentro do procedimento legal.

Também registro que repudio qualquer forma de violência, especialmente contra mulheres, gestantes, trabalhadoras e pessoas em situação de vulnerabilidade. Justamente por reconhecer a gravidade do assunto, entendo que tudo deve ser apurado com seriedade, equilíbrio, provas e respeito ao devido processo legal.

Minha família, incluindo meu marido e meu filho, vem sofrendo ataques e ameaças. Isso não contribui para a verdade, não ajuda a investigação e apenas aumenta o sofrimento de todos os envolvidos.

Requeiro que não haja julgamento antecipado e que o inquérito seja conduzido em observância aos princípios constitucionais. A investigação ainda está em andamento, e a verdade deve ser esclarecida pelas vias legais, jamais por ameaças, ofensas, exposição de familiares ou linchamento virtual.

Seguirei à disposição das autoridades, por meio da minha defesa, confiando que os fatos serão esclarecidos com responsabilidade, respeito, técnica e justiça.

Paço do Lumiar - MA, 05 de maio de 2026."

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