
A frota de ônibus de Teresina está reduzida em 20%, devido o aumento do diesel com a guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã. Com a deflagração da greve dos motoristas, anunciada para segunda-feira (18), a circulação dos ônibus terá redução de mais 30%, impactando ainda mais no transporte coletivo.
Antes do aumento do diesel, devido à guerra, a frota era de 247 ônibus circulando na capital piauiense. Com a redução, o número caiu para 216 veículos, quantidade insuficiente para a demanda de passageiros.
Em caso de deflagração de greve, o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Piauí (Sintetro) terá que manter 70% da frota circulando.
“Quando for deflagrada a greve, por força da lei, eles têm que manter uma frota mínima de 70% rodando por ser um serviço essencial”, disse o diretor de Transporte Público da Strans (Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito), Adriano Barreto.
O diretor garantiu ainda que a Strans está preparada para a greve, mas que não foi notificado da paralisação dos trabalhadores até a manhã desta quinta-feira(14).
“Assim que formos notificados, vamos fazer o recadastramento, pois temos uma base de dados dos veículos necessários durante a greve”, disse.
O Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (SETUT) informa que recebeu com surpresa a decisão do sindicato laboral sobre o estado de greve, no momento em que não houve notificação, por via oficial, acerca da deliberação. (Veja nota ao final da reportagem)
Estudo do impacto do diesel
Adriano Barreto disse que a Strans vai fazer um estudo sobre o impacto do aumento do diesel nas operações dos ônibus. No final de maio, ele garantiu que o novo estudo será iniciado.
“A ideia é retornar a frota de acordo com o estudo do óleo diesel, que impacta 30% nas operações e a mão de obra que é 43%”, disse.
Consórcios pedem aumento de subsídio
O diretor de Transporte da Strans confirmou que os empresários solicitaram aumento de subsídio para mais de R$ 7 milhões. A prefeitura repassa por mês R$ 6 milhões e os consórcios pediram um acréscimo de mais de R$ 1 milhão.
Os consórcios pediram também reajuste na tarifa de ônibus, mas a prefeitura negou.
“É bom que se deixa claro que não há intenção de aumento de tarifa”, disse Adriano Barreto.
O diretor da Strans esclareceu que o impasse entre trabalhadores e empresas não diz respeito a prefeitura e que é uma questão trabalhista entre Sintetro e Setut.
NOTA STRANS SOBRE INDICATIVO DE GREVE
A Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (STRANS) informa que acompanha com atenção as discussões relacionadas ao possível movimento grevista no sistema de transporte público de Teresina.
A STRANS entende que se trata de uma negociação entre as partes interessadas — empregados e empregadores — e reforça a importância do diálogo e da construção de um entendimento que preserve os direitos envolvidos.
A Superintendência segue torcendo para que um acordo seja alcançado o mais breve possível, evitando prejuízos à população teresinense, especialmente aos usuários do transporte público.
Nota SETUT
O Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (SETUT) informa que recebeu com surpresa a decisão do sindicato laboral sobre o estado de greve, no momento em que não houve notificação, por via oficial, acerca da deliberação. Ao mesmo tempo em que lamenta a decisão e ressalta que as negociações referentes a salário, ticket alimentação e plano de saúde foram realizadas com base no índice da inflação.
O SETUT segue à disposição e aberto à realização das tratativas necessárias para impedir o comprometimento do serviço de transporte público da capital, cujo principal afetado é o usuário.