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Trabalhadores sem CNPJ lideram mercado de trabalho no Piauí, aponta pesquisa do IBGE

Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 305 mil piauienses atuavam nessa condição no primeiro trimestre de 2026, o equivalente a 22,8% da população ocupada no estado.

Por: Redação RI Fonte: Cidade Verde
16/05/2026 às 08h50
Trabalhadores sem CNPJ lideram mercado de trabalho no Piauí, aponta pesquisa do IBGE
@ Renato Andrade

Os trabalhadores por conta própria sem CNPJ representam hoje o maior grupo do mercado de trabalho no Piauí. Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 305 mil piauienses atuavam nessa condição no primeiro trimestre de 2026, o equivalente a 22,8% da população ocupada no estado.

Os números fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) e mostram o peso da informalidade na economia piauiense. O grupo inclui profissionais como pedreiros, eletricistas, manicures, entregadores, motoristas de aplicativo, vendedores ambulantes, boleiras e outros trabalhadores autônomos sem registro formal no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ).

O percentual registrado no Piauí está acima da média nacional, onde os trabalhadores por conta própria sem CNPJ representam 18,3% dos ocupados. Na região Nordeste, o índice é de 23,3%.

Enquanto no Piauí os autônomos sem CNPJ lideram o mercado de trabalho, no Brasil o maior grupo é formado por empregados do setor privado com carteira assinada, que representam 38,6% dos trabalhadores ocupados.

No estado, os empregados com carteira assinada aparecem apenas como o segundo maior grupo entre os trabalhadores, somando 21,7% dos ocupados, cerca de 291 mil pessoas.

Os dados do IBGE também mostram outras formas de ocupação no mercado de trabalho piauiense. Os empregados do setor público representam 19,4% dos trabalhadores; os empregados sem carteira assinada no setor privado, 18,8%; os trabalhadores domésticos, 6%; os autônomos com CNPJ, 4,7%; os empregadores, 4,3%; e os trabalhadores familiares auxiliares, 2,1%.

Especialistas apontam que o crescimento do trabalho informal está relacionado à dificuldade de acesso ao emprego formal, à expansão dos aplicativos de prestação de serviços e à busca por alternativas de renda diante das oscilações da economia.

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