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Policial penal atropelado passeava com a filha autista para acalmá-la, diz primo

O acidente ocorreu em seis de junho, no bairro Bela Vista, na Zona Sul da capital. O motorista preso pelo atropelamento foi solto após audiência de custódia.

Por: Redação RI Fonte: G1 Piauí
10/06/2026 às 09h47 Atualizada em 11/06/2026 às 09h57
Policial penal atropelado passeava com a filha autista para acalmá-la, diz primo
Familiares e amigos fazem manifestação após atropelamento de policial penal e filha no PI — Foto: Eduarda Barradas / Reprodução

Policiais penais do estado do Maranhão, amigos e familiares de Gilvan Furtado Leite, de 53 anos, que está em estado grave após um acidente em Teresina, realizaram uma manifestação na sede da Delegacia de Repressão aos Crimes de Trânsito (DRCT), nesta quarta-feira (10), para cobrar providências e atualizações sobre o caso. O motorista preso pelo atropelamento foi solto após audiência de custódia.

Gilvan estava em uma moto com a filha de 20 anos quando foi atingido por um carro no bairro Bela Vista, na Zona Sul da capital. O primo dele, Mitchell, contou que o policial penal costumava fazer o mesmo percurso com a jovem, que está no Transtorno do Espectro Autista (TEA).

"Já era de hábito dele sair com a filha dele que é autista. Sempre que ele chegava em casa, ele fazia esse percurso de moto para acalmá-la. Era de rotina fazer isso, ele que acompanhava ela na maioria das vezes", contou o familiar.

Ainda segundo o primo de Gilvan, o quadro de saúde dos dois é estável. A jovem continua hospitalizada em unidade particular, já Gilvan apresenta um quadro gravíssimo e permanece internado no Hospital de Urgência de Teresina (HUT).

Os familiares e amigos alegam que Julio Cesar Carvalho Neude, motorista responsável pelo acidente, já respondeu por outros processos semelhantes e apresenta perigo à sociedade pela reincidência da prática. O delegado Carlos César, da Delegacia de Repressão aos Crimes de Trânsito (DRCT), no entanto, destacou que o homem não possui registros criminais por acidentes, mas sim um por receptação.

Julio Cesar foi preso em flagrante, mas solto após pagar fiança na audiência de custódia. Rodrigo Mendes, presidente do Sindicato dos Policiais Penais do Maranhão, classifica a soltura como impunidade.

 

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