
Os vereadores de Teresina aprovaram, nesta quarta-feira (2), o pedido de empréstimo da Prefeitura no valor de R$ 700 milhões. Durante a sessão, também foi revogado o pedido de empréstimo solicitado em 2025 pelo Município.
As duas propostas foram aprovadas por unanimidade em 1ª votação. Os representantes das comissões técnicas apresentaram o parecer dos textos durante a sessão. A previsão é que o texto seja apreciado em 2ª votação na próxima semana.
Os recursos serão contratados com o Banco do Brasil, com o objetivo de liquidar as operações de crédito de gestões passadas no valor total de R$ 465,5 milhões, correspondendo a 66,49% do montante. A outra parte do dinheiro, aproximadamente R$ 234,5 milhões, será destinada a investimentos.
O vice-líder da Prefeitura na Câmara, vereador Pedro Alcântara (Progressistas), disse que o valor que sobrar será implementado em obras, como a construção de uma 2ª Ponte sobre o Rio Poti; o Shopping da Cidade II; e o prolongamento da Avenida Padre Humberto Pietrogrande.
“Dá para sobrar dinheiro para outras obras. Ele (prefeito) vai fazer a Ponte do Pesqueirinho, vai fazer a avenida, concluir a Ponte João Claudino e vai sobrar dinheiro para ampliar o Shopping da Cidade”, destacou o parlamentar.
Antes da renegociação, a operação autorizada pela Lei Municipal n° 6.280/2025 previa a incidência de juros de CDI mais 7,90% ao ano, enquanto a nova proposta estabelece uma taxa correspondente ao CDI acrescido de 1,26% ao ano. O vereador João Pereira (PT) destacou a economia da gestão pública.
“Com a decisão nossa da Câmara, da bancada do partido e de todos os vereadores, nós vamos ter uma economia de 5%. Isso vai permitir novos investimentos”, declarou João Pereira.
Revogação de pedido
Em 2025, o prefeito Silvio Mendes (União Brasil) solicitou um empréstimo à Câmara de Teresina para quitar as operações realizadas nas gestões anteriores. No entanto, uma proposta – paralela ao texto do pedido de empréstimo – foi encaminhada pelo Município à Câmara visando revogar a autorização concedida.
Na época, o Município possuía Capacidade de Pagamento (CAPAG) de classificação C, impedindo a apresentação de proposta com taxas melhores. Com a elevação da classificação para o nível B, o Município conseguiu reduzir os juros e, por isso, recorreu à Câmara para anular a operação anterior.
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