
Uma pesquisa em que apenas 35% dos entrevistados aprovam a forma como Bolsonaro lida com o coronavírus é uma má notícia em si.
O Datafolha dobrou o prejuízo do capitão ao revelar que o trabalho dos governadores é visto como ótimo ou bom por 54% dos brasileiros.
A aprovação de 55% atribuída à pasta do doutor Mandetta mostra que Bolsonaro já não consegue lucrar nem com o pedaço do seu governo que dá dividendos.
Não é que Bolsonaro não descobriu para onde caminha a humanidade no combate ao coronavírus. É que, mesmo sabendo, ele preferiu ir para o outro lado.
Até Donald Trump, o populista predileto do Planalto, já evoluiu da fase da negação para o estágio da ação. Mas Bolsonaro atou-se à tese da marolinha sanitária.
Bolsonaro segue uma lógica palanqueira. Antevendo a ruína econômica que está por vir, ele chama os governadores de exterminadores de empregos.
Pela lógica, a crise seria mais bem administrada se presidente e governadores jantassem juntos. Mas Bolsonaro, Witzel e Doria preferem jantar uns aos outros..
Apequenando-se, o presidente inflou os rivais, sobretudo Doria. A conjuntura exala uma insuportável nhaca de 2022.
Quando vírus e palanque andam juntos, chega-se a uma infecção da conjuntura política, não à solução do problema.
Mín. 24° Máx. 37°