
O presidente Jair Bolsonaro tem demonstrado pouco apreço pela paz social, e menos ainda, pela vida das pessoas.
Desde o início da pandemia do coronavírus, Bolsonaro tem caminhado em sentido contrário à contenção da crise. O presidente se utiliza de subterfúgios e, sobretudo de mentiras, para negar a existência da crise, a letalidade do vírus, e diariamente vocifera ataques aos governadores, prefeitos e até mesmo contra ministros que ousarem discordar de suas posições ideológicas.
Seguindo orientação da Organização Mundial da Saúde, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, recomendou o isolamento social como forma de conter a propagação do vírus no país. Assim, os governadores e prefeitos baixaram decretos que restringem alguns direitos, especialmente o de locomoção.
Na contramão disso, Bolsonaro tem incitado as pessoas a desrespeitarem tais decretos e saírem do isolamento social, baseando-se puramente no critério do fake news.
Jair Bolsonaro trabalha pelo caos, assim, sugere tratamentos para a COVID-19 sem qualquer base científica, desrespeita orientações do Ministro da Saúde e desafia as leis vigentes no país, cometendo uma série de crimes comuns e de responsabilidade, os quais, invariavelmente o levarão a um tribunal no futuro.
No início do surto do coronavírus no Brasil, Bolsonaro incitou e participou de protestos para defender a si mesmo, recomendou a abertura do comércio, bem como o abandono do isolamento social em nome da economia, pouco importando a saúde e o bem-estar social.
Mas a quem interessa o caos? A resposta é muito simples, ao próprio presidente! Bolsonaro tem visto o número de seguidores diminuir a cada dia, ante as suas condutas totalmente incompatíveis com o cargo que ocupa. Em seu apoio fiel, resta um grupo restrito de radicais, no âmbito político, conhecidos como o "baixo clero da política", nas ruas, alguns empresários seguidos geralmente por seus funcionários, os quais se radicalizaram ao ouvir demais o patrão, estes resistem em abandonarem o presidente e suas ideologias autoritárias, mesmo diante das atrocidades praticadas diariamente por ele.
Em iminente decadência política, Bolsonaro vê ameaçado o seu poder, assim, armou uma estratégia de caos, pois sabe que só assim, conseguirá perdurará algum tempo a mais no poder - na base da ameaça de romper a paz social caso seja promovido seu impeachment ou afastamento, - tendo em vista a sua total falta de credibilidade perante os demais poderes.
Bolsonaro é produto do capitalismo selvagem. É criação daqueles que afirmam que 7 mil mortes por COVID-19 é aceitável, desde que a economia esteja a salva. Pressionado por este tipo de empresário, Bolsonaro incita seus seguidores a voltarem ao trabalho e a promoverem badernas para que os demais trabalhadores também voltem, mesmo ao custo de suas vidas.
Diante do caos iminente, o Congresso agiu, criou a Renda Básica Emergencial para diversas categorias de trabalhadores. O objetivo é garantir a subsistências das pessoas durante o isolamento social amplamente recomendado pela Organização Mundial da Saúde e decretado por todos os governadores de Estado.
Todavia, mais uma vez o presidente Bolsonaro se mantém inerte e posterga a liberação dos recursos com o intuito de forçar a volta da população ao trabalho, sob risco de propagar ainda mais a pandemia, pouco se importando com as dificuldades que os brasileiros mais vulneráveis estão submetidos. Para ele, a economia é mais importante do que as vidas.
Diante desse cenário, revela-se necessária a intervenção imediata das instituições verdadeiramente democráticas, a fim de proteger a integridade da Nação. O Congresso Nacional ou Supremo Tribunal Federal têm o dever de resguardar os interesses do povo, seja por impeachment ou afastamento do presidente, tendo em vista que este, atenta diariamente contra a ordem democrática, a saúde pública e contra todo o Estado de Direito, representando um alto risco para todos os brasileiros.
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