O sequestro de um gerente de banco e sua família em Teresina, ocorrido na noite da terça-feira (07), terminou na noite de ontem (8), com três pessoas presas. Mas durante a madrugada, a polícia, por meio do GRECO (Grupo de Repressão ao Crime Organizado) prendeu mais três pessoas envolvidas no crime. Com isso, subiu para seis o número de suspeitos de participar do sequestro do gerente e sua família.
O GRECO divulgou os nome dos suspeitos: Trata-se de Tercio Kleber Pereira Castro, mais conhecido como Leno; Marcelo Santos; Amaury França Silva Lopes, mais conhecido como Barba; Carlos Lima Araújo. Mais conhecido como Carlos de Campo Maior; Marcos de Sousa Alves, conhecido como Marquinhos Perneta; e Thiago Lima Vieira.
Estes são apontados pela polícia como suspeitos de terem raptado e mantido em cativeiro a família do gerente de um banco em Teresina. O sequestro durou das 19h30 da terça-feira (07) até as 15h30 de ontem (08). Enquanto foram mantidas reféns, as vítimas sofreram abuso psicológico por parte dos criminosos. Segundo a polícia, os sequestradores produziram coletes e obrigaram a família do gerente a usá-los dizendo que se tratava de um material explosivo que poderia ser acionado a qualquer momento.
Conforme aponta o delegado Tales Gomes, coordenador do GRECO, esta conduta trata-se de um meio de causar terror nas vítimas de forma que elas cedam às exigências impostas pelos criminosos. “Eles botaram esses coletes nos familiares dizendo que eram explosivos, só que não eram explosivos. É para parecer que é, para dar maior credibilidade à ameaça de matar os familiares e criar uma sensação de falso risco. Mas esse colete não tinha possibilidade nenhuma de explodir”, atestou o delegado.

Na ação, a polícia conseguiu apreender ainda todo o dinheiro entregue à família aos criminosos como sendo o valor do resgate. Foram R$ 50 mil recuperados que haviam sido tirados do banco. Vale lembrar que durante a abordagem policial, houve troca de tiros entre os bandidos e os agentes da segurança. Foi apreendida uma pistola calibre 380, um revólver calibre 38, falsos explosivos que foram usados nos coletes forjados pelos criminosos, além de três veículos usados para transporte das vítimas e fuga.
Todos os seis presos foram autuados por sequestro e associação criminosa. A ação envolveu, além de policiais do GRECO, a Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE) da Polícia Civil do Piauí, o BOPE e a Força Tarefa da Secretaria de Segurança Pública do Estado.
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