
O ex-presidente Michel Temer (MDB) disse que o fator decisivo para a abertura do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff foi o fato de o PT não ter apoiado o então presidente da Câmara Eduardo Cunha no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados.
"Um equívoco do PT, eu penso que se o PT tivesse votado com ele (Cunha) naquela comissão, ele estava com boa vontade para eliminar o impedimento", afirmou o ex-presidente em entrevista à Globonews. A íntegra será exibida na noite de hoje.
Em dezembro de 2015, a bancada do PT decidiu que iria votar pela continuidade do processo de cassação do presidente da Câmara. Os votos dos três integrantes da legenda no colegiado eram considerados fundamentais para definir se o processo contra Cunha seguiria ou seria arquivado.
No mesmo dia, Cunha acolheu o principal pedido de impeachment protocolado por partidos da oposição contra Dilma. Na época, ele negou se tratar de uma retaliação.
Na ocasião, Cunha era investigado por esconder contas milionárias no exterior, o que ele negou. Ele também foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República sob a acusação de envolvimento no escândalo da Petrobras. O mandato dele foi cassado em setembro de 2016.
No mês seguinte, Cunha foi preso por determinação do então juiz Sergio Moro. Atualmente, ele está preso no Rio de Janeiro porque foi condenado na Operação Lava Jato.
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