
A Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans) multou empresas de ônibus que fazem o transporte público de Teresina por estarem prestando o serviço com frota reduzida em mais de 40%. De acordo com o órgão, 300 veículos deveriam estar atendendo os usuários, mas segundo as fiscalizações, uma média de 170 ônibus está circulando.
Procurado, o Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (Setut) afirmou que orienta as empresas ao cumprimento de todas as diretrizes estabelecidas pelo poder público, e que vai reforçar a importância do cumprimento dessas medidas.
Segundo a Strans, até o momento foram aplicadas 10 multas. Além disso, o órgão já emitiu 333 notificações às empresas de ônibus por não colocarem nas ruas a quantidade de veículos determinada através das ordens de serviço.
A superintendência informou que nos dias úteis o serviço deve ser prestado por 300 veículos com reforço de 40% das viagens nos horários de pico, que tem fiscalizado garagens, corredores de ônibus, estações e abrigos de passageiros para verificar o cumprimento.
“Nossas equipes acompanham a saída dos veículos das garagens, verificando se a ordem de serviço vem sendo cumprida até a chegada nas paradas finais. As notificações variam entre descumprimento da frota e horário”, afirmou o gerente de fiscalização da Strans, Pedro Moura.
A Strans afirmou que as empresas alegam pouca demanda de passageiros e que as viagens foram reduzidas em mais de 80%. "Antes da pandemia eram 220.000 viagens diárias. Hoje não chega a 50.000", informou o superintendente da Strans, Weldon Bandeira, ao G1.
Weldon Bandeira disse ainda que, caso as empresas não cumpram a ordem de serviço, a prefeitura pode assumir a operação do transporte público. "A solução seria uma intervenção [administrativa], que é prevista no edital de licitação, mas é um processo complicado", afirmou.
O gestor pontuou que a Strans espera não ter que chegar a esse ponto, e que procura resolver o problema de outra forma com as empresas. "Se houver a intervenção, a prefeitura teria que assumir toda a operação, inclusive garagens. Isso requer tempo e planejamento para execução", declarou.