
Os dois PMs presos na operação "Guerra contra o Tráfico" são suspeitos de extorquirem traficantes para que a droga encontrada em bocas de fumo na região do Dirceu não fosse apreendida. Segundo o delegado Odilo Sena, titular do 21º DP, o mesmo aconteceria com armas encontradas em pontos de comercialização de entorpecentes que seriam negociadas pelos dois policiais militares, ambos cabos e com mais de 20 anos na corporação.
"Eles faziam as abordagens e ficavam com o material seja dos próprios traficantes ou de produtos que eles roubavam de cidadãos. Celulares, dinheiro e outros eram arrecadados por eles que não prestavam conta como é o feitio de todo policial. Isso acontecia costumeiramente também quando era apreendido droga. Era uma relação de amor e ódio com os traficantes. Não é que que os traficantes queriam pagar de boa vontade, mas eram constrangidos ou senão eram presos", disse o delegado que comanda as investigações.
As investigações apontaram ainda que operações policiais falharam após o vazamento de informações pelos PMs.
"Operação eram falhadas porque esses policiais tinham informações privilegiadas. A maioria das vezes, eles ainda agiam fardados", reitera o delegado.
Além dos dois cabos, mais dois militares e três civis foram citados durante a fase de investigação.
Os PMs - que não tiveram os nomes revelados- estão presos preventivamente na Corregedoria da PM.
"Os policiais estão sob custódia da Corregedoria e todos os procedimentos serão adotados. Eles já vinham sendo investigados e não é surpresa para nós a conduta desses PMs", disse o major Wilton Sousa, comandante do 8º BPM.
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