
A Justiça decretou a prisão temporária do enfermeiro suspeito de estuprar uma mulher que acompanhava um paciente internado no hospital São Marcos, no Centro de Teresina. A decisão foi tomada nessa quarta-feira (2) pelo juiz da 5ª Vara Criminal, José Olindo Gil Barbosa.
A Polícia Civil tinha entrando com o pedido da prisão preventiva do suspeito, mesmo com o laudo de sanidade mental entregue pelo advogado do enfermeiro. Porém na decisão judicial, o magistrado considerou a falta de elementos indiciários mais robustos e optou pela prisão temporária ao invés da preventiva.
"As diligências até o momento realizadas demonstram pertinentes a persecução penal e a prisão temporária, no atual momento, se mostra mais adequada do que a preventiva, porém, imprescindível, pois caso o representado continue solto, poderá embaraçar o término das diligências finais destinadas à delimitação do crime de estupro de vulnerável que ainda se encontra em seu estágio inicial", declarou o juiz.
Para o magistrado, não há empecilho algum em se decretar a prisão temporária daquele que tenha supostamente praticado a infração penal de estupro de vulnerável, ainda mais quando se trata de crime levado à categoria de hediondo.
A prisão temporária tem o prazo de 30 dias, prorrogável por igual período em caso de extrema e comprovada necessidade. Decorrido o prazo de detenção, o preso deverá ser posto imediatamente em liberdade, caso não seja determinada sua prisão preventiva.
Entenda o caso
Uma mulher foi estuprada dentro de um hospital São Marcos, em Teresina, no mês de outubro. A vítima iria passar a noite com o sogro, de 85 anos, quando foi dopada e a violência aconteceu.
De acordo com a polícia, o suspeito teria dado uma medicação para ela, dizendo ser "para relaxar". Mas a vítima ficou desacordada. Quando recuperou a consciência, a vítima sentiu dor nas partes íntimas e suspeitou de ter sido violentada.
A mulher procurou o Instituto de Medicina Legal (IML) para fazer o exame de corpo de delito, que confirmou o estupro. Em seguida, a vítima procurou a delegacia.
Após tomar conhecimento do caso, a administração do Hospital São Marcos, onde o crime ocorreu, comunicou que o enfermeiro foi afastado de suas funções. O Conselho Regional de Enfermagem do Piauí (Coren-PI) instaurou processo ético disciplinar para apurar o caso.
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