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Motoristas paralisam atividades e menos de 10% dos ônibus circulam em Teresina

Os trabalhadores reivindicam pagamento do ticket alimentação e cumprimento de Medida Provisória que trata da redução da jornada de trabalho e garante plano de saúde.

Por: Redação RI Fonte: Com informações do GP1
25/01/2021 às 09h22
Motoristas paralisam atividades e menos de 10% dos ônibus circulam em Teresina

Motoristas e cobradores de ônibus paralisaram as atividades, nesta segunda-feira (25), em Teresina. De acordo com Cândido Pessoa, líder do movimento, menos de 10% da frota está circulando na Capital. Os trabalhadores estão concentrados na garagem do Consórcio Theresina, na BR 343, na zona sudeste.

Cândito enfatizou que o movimento não tem relação com o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários do Piauí (Sintetro), mas sim é uma iniciativa dos próprios trabalhadores.

“Isso é um movimento paralelo ao sindicato, não tem nada a ver com greve é um movimento paradista, porque quando alguém é sufocado demais chega ao ponto que ele vai reagir, aqui não tem ninguém obrigando ninguém a não sair, não existe isso”, ressaltou Cândido.

Ainda segundo o líder do movimento, os trabalhadores reivindicam pagamento do ticket alimentação e cumprimento de Medida Provisória que trata da redução da jornada de trabalho e garante plano de saúde.

 

Ticket

 

Em relação ao ticket, Cândido explicou que o pagamento foi feito nos últimos dois meses, mas que eles ainda não receberam na nova gestão. “O repasse dos tickets de alimentação pela prefeitura não foi feito, esse repasse havia sido feito há dois meses, porém agora não recebemos, segundo o secretário de Finanças [Robert Rios] por causa de irregularidades no processo do Setut, só que nós trabalhadores não podemos ser penalizados por irregularidades do Setut, poderia ser feito logo esse repasse aos trabalhadores e depois a prefeitura acertava as contas dela com o Setut”, afirmou.

“O que não pode é continuar acontecendo o que vem acontecendo há 9 meses que é o trabalhador ser penalizado e ser cobrado pelos erros dos empresários, o trabalhador tá tendo que pagar as contas dos empresários enquanto as contas do trabalhador estão em débito e agora vem o secretário de Finanças e põe o pé no pescoço da gente”, criticou.

 

Medida Provisória

 

Eles também cobram o cumprimento de MP (Medida Provisória) que, segundo Cândido, há 9 meses não vem sendo cumprida. “Não está sendo cumprindo sequer os 30% do salário que deveria ser pago pelos empresários e também tem a questão da manutenção, por exemplo, uma garagem do Consórcio Theresina engloba cinco empresas e tem um determinado trabalhador que trabalha em uma determinada empresa e ele é obrigado a prestar serviço a outra empresa, quer dizer, ele tá trabalhando em cinco empresas sendo que não tá recebendo sequer por uma”, relatou.

“Nós queremos uma atitude imediata porque já foram feitas muitas tentativas de negociações foram dadas duas semanas, do dia 10 até agora, e os empresários não se manifestaram em absolutamente nada e o secretário de Finanças só barrou o processo e não deu nenhuma satisfação”, declarou.

 

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