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Prefeitura de Teresina ajuíza ação para garantir 70% da frota nos horários de pico

Além da frota convencional, a Strans, cadastrou cerca de 170 veículos para atender aos 56 mil usuários durante a greve dos motoristas e cobradores.

Por: Redação RI Fonte: G1 Piauí
09/02/2021 às 09h58
Prefeitura de Teresina ajuíza ação para garantir 70% da frota nos horários de pico

A Procuradoria-Geral do Município (PGM) de Teresina ajuizou uma ação para garantir a circulação de 70% dos ônibus no período de pico na capital enquanto durar a greve dos motoristas e cobradores de ônibus, que teve início nesta segunda-feira (8). A informação foi confirmada pela assessoria da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans).

A decisão foi tomada após uma reunião entre o superintendente da Strans, Claudio Pessoa, e a procuradoria. O objetivo, segundo superintendência, um serviço essencial para a população, que é o transporte público.

Motoristas e cobradores pararam as atividades, segundo a categoria, devido à falta de pagamento do salário referente a janeiro e a renovação da convenção coletiva de trabalho.

A Stans considera a greve abusiva e afirma que o movimento está sendo realizado como um instrumento de pressão, prejudicando os usuários do transporte público de Teresina.

Segundo a Strans, cerca de 170 veículos foram cadastrados e irão circular na cidade para atender aos 56 mil usuários.

 

Sem avanços

 

O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Rodoviários do Piauí (Sintetro) informou nesta segunda-feira (8), que a greve permanece e que não teve avanços nas negociações.

Segundo um representante do Sintetro, Miguel Arcanjo, o Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (Setut) afirma que as empresas não teriam condições de fazer nenhum acordo financeiro devido à baixa demanda de passageiros.

"Nós consideramos isso um absurdo. É certo que a quantidade de passageiros caiu substancialmente, porém, as empresas se adaptaram a isso. Foram muitas demissões no setor. Nós entendemos que, o que as empresas estão arrecadando hoje, é suficiente para bancar o sistema, inclusive, mantendo o lucro", disse.

O Setut informou a impossibilidade de fechamento de acordo da convenção coletiva devido aos problemas financeiros enfrentados pela empresa e que o pagamento de janeiro não foi realizado em decorrência do não repasse da Prefeitura de Teresina referente aos valores devidos, conforme prevê edital do sistema de transporte.

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