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Reunião entre empresas e trabalhadores termina sem acordo em Teresina

Os trabalhadores do setor se reúnem nesta sexta-feira para discutir os rumos da greve. Empresas dizem que aceitam proposta de trégua sugerida pelo TRT.

12/03/2021 às 16h00
Por: Redação RI Fonte: G1 Piauí
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Motoristas e cobradores de ônibus de Teresina — Foto: Arquivo pessoal
Motoristas e cobradores de ônibus de Teresina — Foto: Arquivo pessoal

Uma reunião entre representantes dos motoristas e cobradores de ônibus e os donos das empresas de transporte público de Teresina, realizada nesta sexta-feira (12) no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) foi encerrada sem acordo. Os trabalhadores do setor estão em greve há 32 dias.

Uma nova rodada de negociação foi marcada para a próxima segunda-feira (15). Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Ônibus do Piauí (Sintetro), os trabalhadores do setor deve fazer uma assembleia na tarde desta sexta-feira para discutir os rumos da greve.

O Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Teresina (Setut) informou que pretende aceitar a proposta sugerida pelo TRT de pagar o salário dos trabalhadores referente ao mês de janeiro até a próxima quinta-feira (18). A intenção é que haja uma “trégua” de 120 dias na greve e que os ônibus voltem a circular na próxima segunda-feira (12).

O procurador do trabalho Luzardo Soares, que presidiu a reunião, sugeriu às partes que haja uma “trégua” no movimento de greve, e que a Prefeitura de Teresina participe das negociações. Para o procurador, a situação de pandemia torna o retorno dos trabalhadores aos postos de trabalho ainda mais urgente.

“É fácil fazer conta, e não tem mistério sobre essas planilhas. Se vê claramente que essa pendência, essa briga, vai resultar num abraço de afogados: os empresários vão quebrar, rodando ou parados, isso aí é só fazer conta. Quebrando, os empregados vão ter o quê, também?”, disse o procurador.

 

32 dias em greve

 

Os trabalhadores das empresas que fazem o transporte público de Teresina decidiram iniciar uma greve no dia 8 de fevereiro. Eles reinvidicam salários atrasados e de benefícios, como ticket alimentação e plano de saúde, que teriam deixado de ser pagos desde o início da pandemia.

Do outro lado, as empresas do sistema afirmam que, por conta da queda na movimentação de pessoas pela cidade causada pela pandemia de coronavírus, o faturamento caiu de forma a tornar impossível o pagamento dos trabalhadores.

As empresas afirmam ainda que a Prefeitura de Teresina deixou de fazer o repasse do subsídio referente ao preço da passagem de ônibus por dez meses em 2020. A dívida chego a cerca de R$ 20 milhões. A Prefeitura aceitou pagar o débito de forma parcelada.

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