
A morte do senador Major Olímpio (PSL-SP), vítima da covid-19, deixou o Senado Federal em alerta por conta do agravamento da pandemia no Brasil. Ele foi o terceiro senador a morrer vítima da doença. Antes dele, morreram os senadores José Maranhão, em fevereiro, e Arolde de Oliveira, em outubro. Para alguns parlamentares da Casa, entre eles o senador piauiense Marcelo Castro (MDB), o Congresso Nacional não pode ter mais complacência com a condução do Ministério da Saúde no combate à pandemia.
“A classe política fez críticas à condução do Ministério da Saúde em relação à pandemia, mas de certa forma tem havido uma certa tolerância, complacência, compreensão. Acho que daqui para frente não vai ter mais. Agora tem que ser preto no branco, a ciência em primeiro lugar. Não poderá haver mais complacência”, disse Marcelo Castro, nesta sexta-feira (19).
O senador definiu o Brasil como a “vergonha mundial no combate à pandemia” e citou os Estados Unidos como exemplo no combate ao coronavírus.
“Somos hoje a vergonha mundial no combate à pandemia. Não tem comparação. Os Estados Unidos tinham 4 mil mortes por dia, mudou de presidente, mudou a postura, as pessoas passaram a usar máscara, as vacinas se intensificaram, a curva caiu vertiginosamente. As mortes caíram de 4 mil para 1.300 por dia. No Reino Unido, Itália, França, em todo lugar está caindo e o Brasil nesse estado. Isso é constrangedor”, declarou.
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