25°C 37°C
Teresina, PI
Publicidade

PF diz que provas reforçam suspeita de propina da JBS a Ciro Nogueira

Depoimentos e apuração da Receita endossam delações que citam repasse de R$ 5 milhões para senador.

19/05/2021 às 07h22 Atualizada em 19/05/2021 às 07h42
Por: Redação RI Fonte: Com informações da Agência O Globo
Compartilhe:
Delegado responsável pelo caso quer interrogar novamente o senador, aliado do governo Bolsonaro e integrante da CPI da Covid (Jefferson Rudy/Agência Senado)
Delegado responsável pelo caso quer interrogar novamente o senador, aliado do governo Bolsonaro e integrante da CPI da Covid (Jefferson Rudy/Agência Senado)

Na reta final da investigação envolvendo o senador Ciro Nogueira (PP-PI) por suspeita de corrupção, a Polícia Federal (PF) afirmou que encontrou provas que reforçam a acusação de que o parlamentar teria recebido R$ 5 milhões em propina da JBS para levar o partido a apoiar a reeleição de Dilma Rousseff à Presidência em 2014. O delegado responsável pelo caso quer interrogar novamente o senador, aliado do governo Bolsonaro e integrante da CPI da Covid.

Em um relatório parcial da investigação, enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), a PF afirmou que, em função de todos os elementos investigados, “é possível vislumbrar que os depoimentos dos colaboradores Joesley Batista e Ricardo Saud restaram corroborados por provas autônomas”.

Entre as evidências coletadas pela PF, estão um procedimento da Receita Federal, que constatou indícios do repasse de propina, e depoimentos de testemunhas. Um deles foi prestado por Reginaldo Mouta de Carvalho, dono de um supermercado que tinha uma relação comercial com a JBS. O empresário confessou ter feito pagamentos a Gustavo Nogueira, irmão de Ciro, a pedido de Joesley Batista. Outra testemunha confirmou a propina em espécie.

Gustavo Nogueira disse, porém, que prestava serviços de consultoria e venda de imóveis pertencentes ao Comercial Carvalho e seu proprietário. Em razão disso, houve novo depoimento para ouvir Reginaldo Carvalho. O empresário afirmou que de fato tratou da venda de imóveis com o irmão de Ciro em 2014, mas o negócio não se concretizou.

Em novos depoimentos prestados no início do ano, Joesley e Saud confirmaram a acusação de pagamento de propina para Ciro Nogueira em 2014 e narraram um novo repasse em 2016 para que o parlamentar adiasse uma reunião sobre a decisão de desembarque ou não do governo da então presidente Dilma Rousseff às vésperas do processo de impeachment.

Para que Ciro, que preside o PP, interferisse no curso desta reunião, Joesley disse à PF ter oferecido uma vantagem indevida — do total prometido, o parlamentar teria recebido R$ 500 mil em espécie, em março de 2017, mais de um ano depois da conversa.

O senador nega as acusações. À PF, ele disse que, em 2014, procurou empresários para conseguir recursos para o partido. De acordo com o parlamentar, Ricardo Saud, executivo da JBS, perguntou se seria possível o PP apoiar o tucano Aécio Neves contra Dilma, e ele respondeu que não.

Em depoimento, Saud disse que a proposta para apoiar Aécio foi apenas uma sondagem, e que não sabia que Joesley Batista tinha um acerto com o PT naquele momento. Mas confirmou que houve um acordo, mediante pagamento de propina, para apoiar Dilma Rousseff.

O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, negou as acusações feitas pelos delatores e as constatações da PF. O defensor ressaltou que o senador já foi ouvido e que “estranha que uma operação de 2019 ainda tenha fatos pendentes de investigação”. A nota diz ainda que o STF “tem se posicionado firmemente contra os excessos nas delações”.

 

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Teresina, PI
26°
Parcialmente nublado

Mín. 25° Máx. 37°

27° Sensação
5.14km/h Vento
74% Umidade
0% (0mm) Chance de chuva
05h35 Nascer do sol
17h45 Pôr do sol
Sáb 40° 21°
Dom 41° 22°
Seg 40° 22°
Ter 40° 20°
Qua 42° 21°
Atualizado às 02h01
Economia
Dólar
R$ 5,22 -0,04%
Euro
R$ 5,88 +0,09%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 478,630,31 +2,21%
Ibovespa
187,197,45 pts 0.46%
Publicidade