25°C 37°C
Teresina, PI
Publicidade

Empresário diz que desde 2014 empresas de ônibus vivem déficit de arrecadação em Teresina

Dono de uma das empresas que integra o Consórcio Poty foi um dos depoentes na sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito do Transporte Público desta quinta-feira (20).

20/05/2021 às 14h36
Por: Redação RI Fonte: G1 Piauí
Compartilhe:
Representante da empresa EMVIPI, Afrânio Euclides Sousa, durante depoimento na CPI do transporte público em Teresina — Foto: Reprodução/YouTube CMT
Representante da empresa EMVIPI, Afrânio Euclides Sousa, durante depoimento na CPI do transporte público em Teresina — Foto: Reprodução/YouTube CMT

O empresário Afrânio Euclides Sousa afirmou, durante depoimento para a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Transporte Público de Teresina, que desde 2014 as empresas de ônibus vivem um déficit de arrecadação.

De acordo com o gestor representante da EMVIPI, empresa que integra o Consórcio Poty, desde então o valor arrecadado com as passagens não paga os custos do serviço, sendo necessário o subsídio pago pela prefeitura para manter o valor da tarifa estipulada pelo poder público municipal.

"O que rende na borboleta, na catraca, não paga o diesel", declarou o empresário durante o depoimento.

Afrânio Sousa relatou que desde 2014, com a implantação da integração, passaram a existir "forças" que o obrigaram a trabalhar para fazer a quantidade passageiros para manter a empresa.

"Se essa quantidade não bater, a prefeitura tem que repor. Se essa quantidade passar do limite, eu que tenho que devolver para a prefeitura", explicou.

Contudo, ao ser questionado pelo presidente da CPI, Afrânio informou que nunca precisou "devolver" dinheiro para a PMT. O empresário disse não soube informar uma média de quanto a empresa recebia por mês da prefeitura.

Segundo ele, desde 2014 foram feitos acordos com a PMT para os repasses. "Nunca houve pagamento normal, mês a mês. Nunca pagou em dia. Sempre deixou o bolo crescer, fazia um acordo judicial e pagava as parcelas desse acordo", declarou.

De acordo com o empresário, enquanto pagava as parcelas do acordo, a prefeitura voltava a atrasar o subsídio, acumulando novamente um montante do valor a ser repassado. "Se a gestão fizesse normalmente o pagamento as empresas estariam em uma situação melhor", afirmou.

Questionado sobre o cumprimento dos requisitos do edital, o gestor relatou que pela licitação de 2014 a prefeitura deveria ter começado o pagamento dos subsídio em 2015, mas que só iniciou os repasses após um acordo judicial em 2017.

"Dois anos sofrendo sem recurso e a prefeitura fez o primeiro acordo, depois atrasou de novo e fez o segundo", afirmou. Durante o depoimento, Afrânio Sousa contou que foram firmados pelo menos quatro acordos judiciais com a prefeitura desde então.

"Quem vive no atraso não consegue fazer tudo que está no edital. Não consegue. Por que a prefeitura não fez o contrário? Não fez sua obrigação e depois me obrigou a fazer a minha? Por que eu só tenho que fazer a minha e ela não?", questionou.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Teresina, PI
26°
Parcialmente nublado

Mín. 25° Máx. 37°

27° Sensação
5.14km/h Vento
74% Umidade
0% (0mm) Chance de chuva
05h35 Nascer do sol
17h45 Pôr do sol
Sáb 40° 21°
Dom 41° 22°
Seg 40° 22°
Ter 40° 20°
Qua 42° 21°
Atualizado às 02h01
Economia
Dólar
R$ 5,22 -0,04%
Euro
R$ 5,88 +0,09%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 478,630,31 +2,21%
Ibovespa
187,197,45 pts 0.46%
Publicidade