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Governo brasileiro usa a mentira como instrumento de política pública e poder

Nas ruas, nas praças, no mundo virtual ou na violência diária, todos esses personagens na gestão do país têm algo em comum: o desprezo pela democracia.

21/05/2021 às 09h26
Por: Redação Fonte: Coluna do Jamil Chade
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O presidente Jair Bolsonaro conversa com o ex-chancele Ernesto Araújo, no Itamaraty - Imagem: MATEUS BONOMI/AGIF/ESTADÃO CONTEÚDO
O presidente Jair Bolsonaro conversa com o ex-chancele Ernesto Araújo, no Itamaraty - Imagem: MATEUS BONOMI/AGIF/ESTADÃO CONTEÚDO

Ao longo dos últimos dias, a CPI revelou o real funcionamento da gestão do governo brasileiro. Ela inclui um arsenal formado por armas como o engano, falsidade, fraude, embuste, embustice, impostura, enredo, farsa, trapaça, lorota, balela, peta, burla, lenda, história, logro, invencionice, invenção, imaginário, irreal, inverdade, novela, patranha, calúnia e pulha.

Há também a pala, mendacidade, maranhão, encravação, moca, pomada, pretexto, carapetão, patacoada, patarata, intrujice, endrômina, caraminhola, embromação, pataratice, potoca, lampana.

Também fica claro o uso de fábula, fabulação, ficção, fantasia, ludíbrio, quimera e ilusão, além do irrealismo e de aldrabão.

Nas aglomerações que são promovidas, pede-se orações para líderes que prometem exterminar o contraditório. Fatos não são tolerados. Deus e ódio se misturam nas mesmas frases.

Nas ruas, nas praças, no mundo virtual ou na violência diária, todos esses personagens na gestão do país têm algo em comum: o desprezo pela democracia.

O ruído causado pelos seguidores, instigados por seus líderes, certamente é maior que seu número real de apoiadores. Mas ainda assim tal massa é relevante no cenário em que vivemos. Uma massa que mistura classes sociais sob uma única ideologia, com um comportamento fanático capaz criar uma surdez crônica.

Instrumentalizada, ela cumpre justamente um objetivo, online e offline: o de dar pinceladas de legitimidade popular a um movimento que não tem compromisso com a verdade.

O que a CPI revelou nesta semana é que a base dessa gestão e desse projeto de poder é a mentira.

Nada disso é novo. Nenhum regime autoritário foi instalado sem uma manipulação prévia de uma parcela da sociedade. Hannah Arendt aponta como, anos antes da chegada ao poder de tais forças na Europa, sociedades de classes foram dissolvidas em massas. Já os partidos foram destruídos e substituídos apenas por ideologias.

Em Brasília, caravanas bolsonaristas são distopias de um sonho de uma cidade erguida para ser a capital de um novo século, democrático. Nas sombras dos traços do arquiteto estão os reflexos de um governo que mobiliza tropas cegas pela ignorância para se defender, aprofundar seu desprezo pela verdade e levar um país ao limite de sua coesão nacional.

Todos os sinais da CPI apontam na mesma direção: a república está ameaçada e seu desmonte alimentado pela mentira crônica ocorre em plena luz do dia, transmita ao vivo. Uma mentira que mata seres humanos. Uma mentira que, pelo poder, sacrifica a democracia.

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