
O Tribunal Regional do Trabalho da 22ª Região (TRT 22), em Teresina, divulgou um ato regulamentando o retorno dos magistrados, servidores e estagiários às atividades presenciais, a partir da segunda-feira (2). A medida foi criticada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal no Piauí (Sintrajufe-PI).
O TRT afirmou que as condições sanitárias atuais do estado foram consideradas. O órgão citou que dados estatísticos mostram a redução de casos da Covid-19 e o avanço da vacinação das pessoas com idade igual ou superior a 40 anos.
O sindicato defende que estudos científicos apontam que mesmo com a mais eficaz das vacinas ainda há risco de 6% de vítimas fatais para quem já recebeu a segunda dose. O Sintrajufe ressalta que o TRT obriga que parte dos trabalhadores voltem ao trabalho antes de receberem a segunda dose.
“Quando o risco de morte é superior a 30%”, diz a nota do sindicato, que citou também o caso do servidor e diretor do Sintrajufe Pedro Laurentino Neto, que morreu há cerca de duas semanas depois de ter recebido a segunda dose de vacina. O juiz tinha 84 anos e estava aposentado.
O sindicato comunicou que vai solicitar audiência com a Presidente do TRT 22, desembargadora Liana Ferraz de Carvalho, para tentar resolver a questão, que irá trabalhar para que o Tribunal Pleno rejeite ou reforme o ato e que também fará representação junto ao Ministério Público Federal para suspender os efeitos da medida.
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