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Golpistas cobravam até R$ 600 para empregar na Prefeitura de Teresina

Porém, tudo era um golpe, que foi descoberto na tarde desta terça-feira(03) em um shopping da cidade.

04/08/2021 às 15h48
Por: Redação RI Fonte: Cidade Verde
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Foto: Divulgação Polícia Civil
Foto: Divulgação Polícia Civil

A promessa de emprego na Prefeitura de Teresina fez muitas pessoas pagarem em média R$ 300 pela suposta vaga em uma empresa terceirizada. Porém, tudo era um golpe, que foi descoberto na tarde desta terça-feira(03) em um shopping da cidade. 

O flagrante foi realizado pelo Grupo de Apoio Operacional (GAO) da Polícia Civil no momento em que duas mulheres faziam o cadastro de pelo menos 30 pessoas, que teriam pago entre R$ 300 e R$ 600 para serem supostamente contratadas para um emprego junto à uma empresa terceirizada que presta serviços para Prefeitura Municipal de Teresina. 

De acordo com o agente de polícia, Joattan Gonçalves, membro do GAO, duas pessoas foram detidas e dezenas de fichas de cadastro feitas durante a suposta seleção foram apreendidas na ação da polícia ontem.

Ele revelou que o golpe fez centenas de vítimas, envolve uma rede de pelo menos 20 suspeitos e era bem organizado. 

“Nós apreendemos celulares das recrutadoras que estavam no local e pelo número de grupos de WhatsApp, da suposta seleção, as vítimas podem passar de mil, que pagavam R$ 300, R$ 600 e teve gente que chegou a pagar até R$ 1.200. Só hoje, já recebi mais de 200 ligações de pessoas que caíram no golpe”, afirmou Joattan ao Cidadeverde.com. 

Segundo o investigador, as vítimas eram atraídas pelas redes sociais e participavam de cadastro, assinatura de contratos, treinamentos virtuais e até exames admissionais. “O golpe é feito por mulheres e elas usavam o nome de uma empresa real, que presta serviço para a prefeitura, mas que não faz esse tipo de seleção. Eles compareceram à Central de Flagrantes e disseram que não têm relação com esse grupo”, explicou Joattan Gonçalves. 

A polícia conseguiu identificar pelo menos quatro etapas do suposto golpe. “Eram muito bem organizadas, tinha o grupo do pagamento através do PIX ou transferência bancária, depois a pessoa era transferida para o grupo do cadastro, onde era marcado o encontro presencial em um dos três shoppings da cidade para assinatura do contrato e reunia em torno de 20 a 30 pessoas por seleção; o terceiro grupo era do treinamento virtual e quarto era para levar a carteira de trabalho e o exame admissional”, detalhou o policial civil. 

Joattan afirma ainda que esta não é a primeira vez que golpistas usam nome de instituições públicas para fazer vítimas. “Já tivemos um grupo de estelionatários cobrando R$ 20 para vaga na Câmara dos Vereadores”, relembrou. 

As vítimas podem se dirigir a um distrito policial mais próximo e registrar um boletim de ocorrência. “Pela abrangência do golpe, todas as delegacias vão investigar, porque elas agiam em toda Teresina. Quem foi vítima precisa fazer um BO para a gente ter ideia do tamanho dessa organização criminosa”, finalizou Joattan. 

As duas pessoas detidas ontem não tiveram o nome revelado, mas após prestarem depoimento foram liberadas. Os celulares ficaram apreendidos. 

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