
A Polícia Civil do Piauí indiciou o estudante de medicina, de 22 anos, em três inquéritos por estupro de vulnerável contra as irmãs de 3 e 9 anos e uma prima de 13 anos.
A informação foi confirmada pela delegada Camila Miranda, da Delegacia de Proteção aos Direitos da criança e do Adolescente (DPCA) de Teresina, nesta sexta-feira (15), após a conclusão de três inquéritos dos quatro inquéritos. Procurada, a defesa do estudante informou que só vai se manifestar após o oferecimento da denúncia pelo MP à Justiça.
Ele ainda é investigado por outro estupro ocorrido contra uma prima, de 15 anos, mas a investigação está sendo conduzida pela Delegacia de Polícia Civil de Luís Correia, no litoral do Piauí, onde o crime ocorreu.
Camila Miranda explicou que com a conclusão do inquérito, ainda irá encaminhar os autos para o Ministério Público do Estado, para que seja proposta uma ação penal contra o estudante de medicina.
A mãe de uma das vítimas soube do caso em setembro deste ano e procurou a Delegacia de Proteção aos Direitos da Criança e do Adolescente (DPCA), que fez o pedido da prisão.
Segundo a delegada, os depoimentos das vítimas, ouvidas por profissionais para que não fossem revitimizadas, indicam que os abusos aconteciam em um contexto familiar, nas casas da família das vítimas e do suspeito.
Ela informou que esses depoimentos indicam a autoria dos crimes. O delegado geral da PCPI, Luccy Keiko Paraíba, reforçou que nesses casos [violência sexual] a palavra da vítima tem um peso ainda maior.
“São casos que ocorrem só na presença da vítima e do autor, não há testemunhas muitas vezes e como as denúncias podem demorar a ser feitas, acaba que o peso dos relatos e da palavra das vítimas é bem maior”, disse ele.
Segundo Camila Miranda, com os depoimentos, foi possível constatar que os abusos iniciaram quando o rapaz ainda era menor de idade. Uma das vítimas sofreu os abusos dos cinco aos 10 anos, de acordo com a delegada.
Foragido
Agora, a polícia informou que tenta localizar e prender o indiciado. Buscas foram feitas em cinco endereços na capital piauiense e em outro em Manaus (AM), mas ele não foi encontrado em nenhum dos locais. O mandado de prisão preventiva foi expedido pela Justiça no dia 7 de outubro.
A Polícia Federal foi acionada e emitiu alerta para os aeroportos após o estudante de medicina suspeito de estupro de vulnerável ser considerado foragido.
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