
O deputado estadual e presidente do PT no Piauí, Fábio Novo, afirmou que mantém posição contrária à reeleição para a presidência da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi), mas reconheceu que a maioria da bancada petista tende a apoiar a permanência de Severo Eulálio (MDB) no comando da Casa durante os primeiros dois anos da próxima legislatura. A declaração ocorre em meio às negociações entre PT e MDB sobre a manutenção do rodízio na presidência.
Atualmente, as duas legendas discutem se haverá uma inversão na ordem do acordo para o mandato que começa em 2027. Pelo cenário defendido por integrantes do MDB, Severo permaneceria na presidência no primeiro biênio e o PT assumiria o comando nos dois anos seguintes. A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, elegeu 14 dos 30 deputados estaduais para a próxima legislatura, enquanto o MDB conquistou oito cadeiras.
Fábio Novo ressaltou que sua posição individual sobre reeleições no Legislativo não mudou, independentemente das articulações envolvendo o atual presidente.
“Eu sou contra qualquer tipo de reeleição no Parlamento. Se você pegar as minhas falas, vai ver que ela não mudou. Então, eu sou a favor de que nós não tenhamos reeleição em tempo nenhum, para que nós tenhamos a possibilidade da alternância, de que qualquer parlamentar possa também um dia almejar chegar à presidência da Casa”, afirmou.
O petista também afastou qualquer interesse pessoal na disputa pelo comando da Assembleia e afirmou que sua manifestação representa uma posição que já defendia anteriormente.
“E não estou dizendo isso porque eu não sou candidato a presidente dessa Casa. Estou apenas defendendo uma posição que tenho”, relatou.
Apesar da posição pessoal, Fábio Novo afirmou que a definição será coletiva e dependerá da maioria dos integrantes da bancada. Segundo ele, hoje existe uma tendência interna favorável à manutenção de Severo Eulálio no primeiro biênio.
“É preciso ouvir a maioria da bancada. A maioria da bancada do PT tem uma tendência de manter, neste primeiro biênio, o nome do deputado Severo. E, no último biênio, seriam os dois anos que viriam para o PT”, declarou.
Para Fábio, a eventual mudança na ordem do rodízio precisa ser acordada antes de qualquer debate sobre nomes dentro do PT.
“Existe, de fato, um acordo. O acordo acredito que vai ser cumprido. Agora, se nós vamos antecipar ou alternar o acordo, que serão os dois primeiros anos para o MDB e os dois anos finais para o PT, isso a gente vai fazer o processo de discussão da forma mais serena possível”, disse.
PT ainda não discute nome para segundo biênio
Questionado sobre quem poderia representar o PT na presidência caso o partido fique com os dois últimos anos da próxima legislatura, Fábio Novo afirmou que ainda não existe um nome definido. Segundo ele, o primeiro passo será concluir a negociação com o MDB e estabelecer claramente como ficará a divisão dos quatro anos.
“Primeiro a gente tem que trabalhar a questão do acordo. Nós vamos apenas alternar? Se vamos alternar, precisa ficar claro isso. Depois, obviamente, se faz a discussão de qual será o nome”, afirmou.
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