
Após a onda de demissões e mais de 20 dias em greve, cobradores e motoristas do sistema de transporte coletivo de Teresina protestaram nesta quarta-feira (3) em frente ao Palácio da cidade, sede do executivo municipal.
Conforme informações do presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Empresas de Transportes Rodoviários do Piauí (Sintetro), Fernando Feijão, até o momento não houve negociação com empresários do setor.
Ainda de acordo com o presidente, 300 trabalhadores foram demitidos e a maioria que permanece nas empresas não está recebendo salário regularmente.
Feijão ainda afirma que a frota está 100% e não há previsão do fim da greve.
Em nota de esclarecimento, o Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Passageiros de Teresina, explica que diante da queda na arrecadação, o SETUT informou ao Sintetro-PI que as empresas cumprirão o que rege à normativas concedidas pelo Governo para ajudar o setor patronal. Confira na íntegra:
Esclarecimento
O Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Passageiros de Teresina (SETUT) informa que o prazo da última convenção coletiva encerrou em janeiro de 2020 e, ao final deste período, não houve possibilidade de nova renegociação com os trabalhadores, dentro das possibilidades e das projeções econômicas para este ano.
Com o surgimento da pandemia da Covid-19, o sistema passou a transportar apenas 5% da demanda, durante estes 50 dias até o momento, resultando em um impacto negativo na arrecadação que não cobre sequer os custos básicos, como o óleo diesel. Após o início da greve (15/5/20), o sistema de transporte está totalmente parado há 20 dias.
Diante desta queda na arrecadação, o SETUT informou ao Sindicato dos Trabalhadores em Empresa de Transportes Rodoviários do Piauí (Sintetro-PI) que as empresas cumprirão o que rege à normativas concedidas pelo Governo para ajudar o setor patronal.
O SETUT reforça ainda que compreende o atual momento enfrentado pela classe laboral, mas não julga possível realizar acordos diante deste atual período de incertezas.
As projeções econômicas nacionais para o setor de transportes, preveem queda próximo aos 50% na demanda. Portanto, as empresas reforçam que seguirão realizando o que está ao seu alcance e de acordo com a legislação vigente.
Paulatinamente, serão revistos periodicamente o cenário do setor, e conforme os avanços ou decréscimos observados na economia, será discutido com o sindicato laboral o que ainda poderá ser feito para, juntos, tentar manter o sistema de transporte público ativo.
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