
Os 57 veículos alternativos contratados na última greve dos motoristas e cobradores do transporte coletivo de Teresina vão continuar circulando para reforçar o serviço na capital, segundo a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans), enquanto durar o movimento grevista iniciado pela categoria na terça-feira (13).
De acordo com a Strans, ao longo dessa semana mais veículos serão contratados para atender a demanda, juntamente com a frota mínima de ônibus determinada pelo Tribunal Regional do Trabalho, de 70% nos horários de pico e 30% nos demais horários.
Na terça (13), apenas 30% da frota circulou, provocando alta espera pelo transporte e aglomerações. Por conta disso, conforme a Strans, os alternativos vão continuar circulando por tempo indeterminado, com objetivo de reduzir a concentração de pessoas em paradas e nos veículos.
"Como o sistema de bilhetagem eletrônica não é implantado nos alternativos, nesse primeiro momento, o usuário que necessitar do transporte alternativo poderá fazer o pagamento da passagem com vale transporte ou em dinheiro no valor de R$ 4,00. Não será aceita meia passagem”, explicou o superintendente da Strans, Weldon Bandeira.
O gestor orientou que qualquer abuso ou cobrança a mais, deverá ser comunicado à Strans.
Reivindicações dos trabalhadores
O Sindicato dos Trabalhadores de Empresas de Transportes Rodoviários (Sintetro) decidiu pela greve em assembleia, afirmando como motivos: o não pagamento dos 30%, por parte das empresas, para funcionários que tiveram o contrato suspenso; o não pagamento dos tickets alimentação e o não pagamento do plano de saúde.
Além disso, a categoria alega que as paradas/pontos finais não têm as condições mínimas para os trabalhadores exercerem seus trabalhos. Em alguns locais, segundo o sindicato, não há sequer um banheiro.
Segundo o Paulo Rosenberg, secretário de finanças do Sintetro, os trabalhadores estão vivendo um momento delicado.
“Estão sem saber o que fazer com essa situação. Nos terminais estão acontecendo muitos assaltos e não tem nenhuma estrutura para cumprir o protocolo de segurança da pandemia, sem EPIs adequados”, disse.