Política Eleições 2022

Com medo de enfrentar Lula em 2022, Bolsonaro gera crise militar

Segundo pesquisas recentes, Lula vence Bolsonaro com folga no pleito de 2022.

31/03/2021 09h03 Atualizada há 2 semanas
Por: Francisco Lopes
Lula e Bolsonaro
Lula e Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro, (sem partido), parece estar apavorado com a volta do ex-presidente Lula (PT) ao cenário político. Segundo pesquisas recentes, Lula vence Bolsonaro com folga no pleito de 2022. 

O pesadelo político de Bolsonaro teve início após decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), que anularam as condenações e reconheceram a suspeição de Sérgio Moro, restabelecendo assim os direitos políticos do ex-presidente Lula. 

Em decisão monocrática, o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo, anulou todas as sentenças impostas a Lula. Além disso, já tramitava na Segunda Turma da Corte uma Habeas Corpus que requeria a suspeição do ex-juiz Sérgio Moro, este pedido foi apreciado pela turma e concedido por 3 x 2 votos. 

Elegível, Lula proferiu um discurso em tom de campanha que abalou as estruturas do Palácio do Planalto. Bolsonaro entrou em desespero, ao ponto de exigir que o comandante do Exército, general Edson Leal Pujol, fizesse uma declaração pública criticando a decisão STF. O general Pujol se recusou a envolver as tropas militares em jogo político, e com isso, Bolsonaro pediu a "cabeça" do general. 

Para ampliar a crise, em recente  entrevista, o general chefe da divisão de saúde do Exército afirmou que o combate à pandemia nas fileiras do exército vem sendo feito através do distanciamento, e defendeu o lockdown como uma das medidas efetivas de combate à crise sanitária. 

Como é notório, Bolsonaro é o maior sabotador do combate à pandemia, e essa declaração do general foi de encontro aos seus desejos pessoais. Assim, exigiu que o ministro da Defesa, general Azevedo e Silva, exonerasse o chefe da divisão de saúde do Exército, Azevedo se recusou e acabou demitido, estava então instalada uma crise ainda maior. 

Com a demissão de Azevedo do ministério da Defesa, os três comandantes da Forças Armadas (Marinha, Aeronáutica e Exército) pediram exoneração e afirmaram que não iriam se colocar contra a Constituição, ou seja, apoiar um golpe de Estado. 

Observem que tudo isso teve início com a decisão que tornou Lula elegível, Bolsonaro está apavorado ao ponto de ter tentado um golpe de Estado. O presidente sabe que não terá a mínima chance de vencer Lula numa disputa democrática, tendo em vista que Bolsonaro só foi eleito em 2018 porque a Lava Jato usou a estrutura do judiciário para interferir no pleito e tirar Lula da disputa.

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