
Com todos os vereadores presentes na Câmara Municipal de Teresina (CMT), na manhã desta quarta-feira (5), pela quarta vez foi adiada a votação sobre mais um empréstimo à Prefeitura de Teresina (PMT). Desta vez, o valor é de 38 milhões de euros, o equivalente a R$ 213 milhões. A Casa já autorizou a contração de empréstimo que soma cerca de R$ 1 bilhão ao prefeito Dr. Pessoa (Republicanos).
Conforme o presidente da Câmara, Enzo Samuel (PDT), os adiamentos ocorreram após reunião dos parlamentares da Câmara. No encontro, ele informou que se dirigiu ao plenário acompanhado de cerca de três vereadores, iniciou e encerrou a sessão por falta de quórum, ou seja, por falta do número mínimo de presentes para a votação.
O líder da Prefeitura na Câmara, vereador Antônio José Lira (Republicanos), lamentou o adiamento da votação acerca do tema.
“Almocei ontem com o presidente Enzo e estava tudo acordado. Quero deixar bem claro que respeito a posição de cada vereador. Mas não estou aqui como líder do prefeito. Estou como pai de família de 62 anos e que acredito que com esse descaso por parte da Câmara, o eleitor deveria se sentir traído”, disse.
José Lira afirmou ainda que se o vereador for contra qualquer proposta, deve se fazer presente e votar contra. Mas o não comparecimento “não dá para aceitar”.
“O acerto era para que a votação acontecesse em regime de urgência especial. Quem perde é o povo. Somos pagos para estar aqui e, como Casa popular, deveríamos fazer o que for preciso para beneficiar o povo, e não virar as costas”, ressaltou.
Presidente rebate
O presidente da Casa, Enzo Samuel, por sua vez, afirmou que os vereadores chegaram ao consenso de que é preciso mais informações para que o empréstimo seja aprovado.
“Precisamos entender o impacto financeiro desse empréstimo, os juros, quantas casas serão construídas, quem poderá ser contemplado e o prazo para iniciar. Sem essas informações, não podemos aprovar um empréstimo alto dessa forma. Recebemos a proposta ‘limpa e seca’ e necessitamos saber mais”, disse.
O vereador ressaltou que empréstimo não é dinheiro dado e que cada membro da população teresinense vai pagar em torno de R$ 1.000 por ele.
“Quanto mais tempo o dinheiro ficar parado após autorizado, é pior para população e para a finança da Prefeitura. A Câmara tem sido parceira e já aprovou quase R$ 1 bilhão para a Prefeitura. Em nenhum momento vamos atrapalhar os projetos propostos aqui”, finalizou.