
O ministro Alexandre de Moraes pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, que o plenário da Corte analise, na sessão da próxima terça-feira, não só as suspeitas contra ele, mas também os questionamentos sobre a atuação de André Mendonça nas apurações ligadas ao Banco Master.
Moraes solicitou ainda o "imediato levantamento de todo e qualquer sigilo, sem exceção" do caso Master. O ministro argumenta que, dessa forma, evita-se "escolha seletiva e direcionamento subjetivo" e fica garantida "total isonomia e o respeito ao Devido Processo Legal".
No ofício enviado hoje a Fachin, Moraes critica André Mendonça, ao afirmar que seu colega "selecionou subjetivamente o levantamento do sigilo, tornando público somente o que entendeu conveniente".
Moraes se refere ao fato de Mendonça ter levantado, na noite de ontem, o sigilo de 15 procedimentos envolvendo o Master, após solicitação feita por Fachin — na lista, está o caso de Moraes, incluindo o contrato de R$ 131 milhões assinado pelo Master com o escritório de advocacia da família Moraes.
Houve o levantamento do sigilo de 15 procedimentos, o que não corresponde à totalidade [...]. A seletividade, entretanto, foi ainda maior, pois nesses 15 procedimentos [...] o sigilo levantado foi parcial, excluindo 180 documentos. Alexandre de Moraes, em ofício ao presidente do STF
O caso Dark Horse, por exemplo, continua sob sigilo. O inquérito que envolve a família Bolsonaro ainda está em caráter preparatório para eventuais diligências investigativas — a quebra do sigilo agora poderia atrapalhar o trabalho da PF. Outros inquéritos, em que já houve medidas como prisões e buscas, tiverem documentos tornados públicos nesta madrugada.
Veio à tona hoje a informação de que o senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), é investigado no caso Dark Horse, assim como seu irmão e ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o deputado federal Mario Frias (PL-SP) — a decisão que tornou Flávio alvo foi dada pelo ministro Mendonça no dia 22 de julho, a pedido da PF.
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