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Em meio a tensão com TSE, Bolsonaro se reúne com Moraes e Fachin

A relação de Bolsonaro com o TSE — e principalmente com os ministros Moraes e Barroso — é conturbada, sendo marcada por ataques públicos do presidente e críticas dos dois lados.

07/02/2022 às 08h09
Por: Redação RI Fonte: Uol
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Fachin e Moraes
Fachin e Moraes

O presidente Jair Bolsonaro (PL) tem reunião marcada às 11h30 desta segunda-feira (7) com os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes e Edson Fachin, no Palácio do Planalto.

Segundo o UOL apurou, os ministros irão encontrar Bolsonaro de forma protocolar para entregar a ele o convite para a cerimônia de posse do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), no dia 28 deste mês, na qual Fachin e Moraes assumirão como presidente e vice-presidente do Tribunal, respectivamente.

A posse ocorrerá neste mês após o término do mandato do ministro Luís Roberto Barroso na Presidência.

A relação de Bolsonaro com o TSE — e principalmente com os ministros Moraes e Barroso — é conturbada, sendo marcada por ataques públicos do presidente e críticas dos dois lados.

No mês passado, Bolsonaro acusou Edson Fachin de ser "trotskista e leninista" por ter votado contra o marco temporal das terras indígenas. Quando Fachin anulou as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no ano passado, Bolsonaro disse que o ministro tem "forte ligação com o PT".

Já o conflito entre Bolsonaro e os ministros Moraes e Barroso é ainda mais intenso. No ano passado, o presidente xingou Barroso de "filho da p...". Também em 2021, Bolsonaro atacou Moraes durante ato do 7 de Setembro na avenida Paulista, em São Paulo, chamando-o de "canalha" e afirmando que não obedeceria às decisões do ministro.

O presidente é investigado por ter divulgado em suas redes sociais, em agosto, documentos sobre uma tentativa de invasão aos sistemas do TSE. O objetivo do presidente, à época, era questionar a segurança das urnas eletrônicas.

Barroso, então presidente do TSE, criticou abertamente o presidente por ter vazado o documento — nas palavras dele, "faltam adjetivos" para descrever a atitude de Bolsonaro.

O presidente deveria ter comparecido nesta semana para prestar depoimento à Polícia Federal sobre esse caso, por ordem de Alexandre de Moraes, mas não foi. Os dois travam uma batalha judicial sobre esse depoimento desde então.

Também é de interesse do presidente e de seu grupo político o debate sobre como o aplicativo Telegram será enquadrado no Brasil. O app constantemente ignora pedidos de autoridades brasileiras para adotar medidas de combate à desinformação e é utilizado por Bolsonaro e seus filhos para divulgar informações. Para o presidente, o "cerco" ao Telegram é "covardia".

 

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